Sobre

Uma identidade. Duas práticas autônomas.

O desenho surgiu muito cedo como forma de organizar experiências que ainda não tinham palavras. Mais tarde, direção de arte, comunicação e antropologia ampliaram esse modo de observar. Hoje, estratégia e arte seguem caminhos autônomos, ligados pela atenção ao comportamento, à cultura, aos símbolos e às formas de produzir significado.

Retrato em preto e branco de Guilherme Eugênio Ronconi

Percepção · cultura · significado

Trajetória

O trabalho muda de campo, mas preserva a atenção.

O desenho está presente desde muito cedo. Antes de existir uma linguagem organizada, ele já funcionava como uma forma de dar contorno a emoções, imagens e situações difíceis de compreender.

O contato com técnicas, materiais, desenho de observação, argila e, depois, com os quadrinhos ampliou esse repertório. No início da vida profissional, a proximidade com catálogos e obras de diferentes artistas revelou a possibilidade de construir uma linguagem própria.

Em 2011, Sonhos Lúcidos em 30 dias reuniu registros de fragmentos de sonhos produzidos diariamente. A experiência abriu passagem para as primeiras apresentações públicas e para a ampliação daqueles sinais em pinturas, personagens e ambientes.

A produção artística não se organiza como uma linha contínua. Pausas e retornos modificam o traço, a composição e as perguntas. Na pesquisa atual, símbolos culturais e religiosos, animais, sonhos, memórias e experiências psicológicas formam situações em que ameaça e acolhimento podem coexistir.

Há mais de 25 anos, trabalho com estratégia de comunicação e direção criativa, com atuação especializada no mercado imobiliário desde 2004 e participação em mais de 300 lançamentos. Minha trajetória inclui experiência internacional em direção de arte para marcas de luxo e mobilidade, repertório que hoje se soma à pesquisa de comportamento, à leitura de território e ao desenvolvimento de produtos imobiliários. Como sócio-fundador da Lucid, atuo com incorporadoras, construtoras e lideranças de marketing em posicionamento de empreendimentos, branding, naming, arquitetura de comunicação e campanhas. Minha diferença está em não começar pela propaganda: começo pelo público, pelo lugar e pelo valor que o produto precisa representar.

Não trato arte e publicidade como a mesma atividade. São práticas autônomas que compartilham um interesse: compreender como imagens, símbolos, narrativas e cultura moldam percepção e produzem significado.

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